Questão 5 do Exame de Suficiência do CFC 01.2019 (Prova tipo 01 – Branca)

Vamos ver como o Conselho Federal de Contabilidade cobrou conhecimentos sobre a contabilização de uma aquisição a prazo de um ativo imobilizado na primeira edição do Exame de suficiência de 2019 (Questão nº 5 – Prova tipo 01 – Branca):

5. Em 02/10/20X1, a Sociedade Empresária “A” adquiriu, em condições usuais e taxa de juros compostos condizentes ao mercado, um imóvel por meio de financiamento para ser liquidado em 6 prestações trimestrais, periódicas, iguais e postecipadas, com a primeira prestação após três meses da aquisição do imóvel, conforme tabela demonstrada a seguir:

Tabela 1 - Q5 - exame cfc1.2019

A Sociedade Empresária “A” manterá esse imóvel para uso no fornecimento de suas mercadorias e espera-se que ele seja utilizado por mais de um período para geração de benefícios futuros e econômicos à entidade. Com base nas informações apresentadas e, que a Sociedade Empresária “A”, no reconhecimento inicial, aplicou a Resolução CFC    nº 1.151, de 23 de janeiro de 2009 – Aprova a NBC TG 12 – Ajuste a valor presente, NBC TG 27 (R4) – Ativo imobilizado e Lei nº 6.404/76 (Lei das SAs), assinale os lançamentos contábeis que refletem corretamente, em 02/10/20X1, o registro do imóvel, das prestações e dos juros no patrimônio da Sociedade Empresária “A”. Admita que os juros estão embutidos no valor das prestações e que o exercício social da Sociedade Empresária “A” finda-se em 31 de dezembro de cada ano. A Sociedade Empresária “A” considera que os lançamentos contábeis aludidos anteriormente apresentam efeito relevante aos usuários das informações contábeis.

ALternativas - Q5 1.2019

Via de regra, o ativo imobilizado deve ser mensurado pelo seu preço à vista na data do reconhecimento. Eventuais diferenças entre o valor à vista e a prazo devem ser reconhecidas como juros e classificados como despesa atendendo o princípio da competência. Quando um ativo é adquirido a prazo, o valor devido a fornecedores deve ser reconhecido a valor presente (quando de longo prazo ou relevantes no curto prazo) conforme estabelecido pela NBC TG 12. Sendo assim, os juros transcorrer devem ser registrados em conta retificadora de fornecedores ou financiamentos e reconhecidos no resultado (realizado) conforme preconiza o princípio da competência.

A questão não traz o valor do ativo, mas apresenta o valor futuro das 6 parcelas trimestrais e os juros que serão pagos pela Sociedade Anônima “A”. Se somarmos as parcelas a valor presente encontraremos o preço do ativo na data da negociação. Sabendo que o passivo deve ser apresentado nas demonstrações financeiras pelo seu valor presente, vamos reconhecer o total das parcelas a valor futuro reduzido dos juros a transcorrer (em conta retificadora do passivo). O quadro abaixo demonstra a soma das parcelas a valor futuro, juros e as parcelas a valor presente (que calculamos):

Cálculo das parcelas Q5 1.2019

As parcelas que são exigíveis nos 12 meses que seguem ao da negociação devem ser classificadas como passivo circulante e as vencerem após este período no passivo não circulante. Portanto, as parcelas 1, 2, 3 e 4 devem ser classificadas como circulante e as 5 e 6 como não circulante. Agora vamos contabilizar os valores:

Resposta Q5 1.2019

Portanto, o nosso gabarito é a letra “A”.

Para saber mais sobre ativo imobilizado clique aqui.

Por Marlon José Zanetti

 

 

 

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